A REALIDADE É AQUILO QUE,
QUANDO VOCÊ PARA DE ACREDITAR,
NÃO DESAPARECE.
PHILIP K. DICK

Categoria: Ficção Científica

  • Review: Perdido em Marte

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    Primeiro, o título brasileiro. O título Perdido em Marte é propaganda enganosa. O filme conta a história de um astronauta que tem que se virar pra voltar pra casa uma vez que ele é dado como morto e abandonado em Marte. Em momento algum do filme ele está perdido. A NASA sabe o endereço dele. É ilógico, pra não dizer burro.

    Agora o filme. Perdido em Marte é um filme do Ridley Scott, mas poderia ser do Robert Zemeckis sem maiores problemas. O filme é uma espécie de O Náufrago e cai naquela categoria de filmes bons, mas que ninguém explica como tem notas tão boas no imdb.com: O Discurso do Rei, Invictus e O Jogo da Imitação. É um filme good vibe previsível padrão, nada demais. Você já sabe o que esperar para a próxima cena. Você já sabe que vai dar tudo certo e você vai ter alguns momentos de tensão salpicadas com algumas tiradas de humor.

    Me lembrou muito o filme Twister, Lunar e Gravidade em algumas passagens. E de longe lembrou os filmes do Riddley Scott onde era difícil saber se você deve ou não simpatizar com o herói, tipo Blade Runner e Alien. Passou longe do suspense e também passou longe dos outros filmes de Scott, tipo O Gladiador, Robin Hood e O Gângster, onde você toma o partido do herói e tem um inimigo em comum para ficar puto.

    Em Perdido em Marte, o planeta é tão bonito, a cenografia é tão bonita, que você não consegue ficar puto com o ambiente hostil. Nem parece que o personagem do Matt Damon está em Marte. Parece que ele está num deserto qualquer. E o pior: parece fácil sobreviver lá.

    A Sandra Bullock se ferrou, e muito, para sobreviver no espaço em Gravidade. A tripulação do filme Alerta Solar entrou em parafuso quando deu merda na missão, a tensão do Apollo 13 do Tom Hanks me dá arrepios até hoje. Já o Matt Damon tirou de letra sobreviver em Marte. A casa caiu e o cara continua fazendo piada. Resiliência de astronauta sim, concordo, essencial para sobreviver no espaço. Mas faltou o lado humano, um apego pela sobrevivência. Em O Náufrago esse papel era da bola Wilson. Clichê? Talvez. Mas faltou algo na relação do astronauta com o ambiente. Todos os astronautas são emotivos. Menos o Matt Damon (e o alemão).

    Enfim, Perdido em Marte é previsível. Visualmente bonito e divertido. Mas longe de ser um clássico.

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    O BOM
    – O filme bota a ciência como heroína e mostra que pra solucionar problemas você precisa ter organização, método e alta resiliência.
    – As cenas do planeta vermelho são muito boas, deveriam ter mostrado mais.
    – Verossimilhança: muita informação ali é baseada em estudos reais da NASA.

    O RUIM
    – O personagem de Sean Bean parece que está constipado o filme todo. Fora que um chefe de missão da NASA não deveria ser tão tímido. Podiam ter matado ele, seria mais engraçado.
    – A nave que parece um navio-spa: Ok homenagear 2001, mas queria saber da NASA se a ideia de nave espacial inclui tanto espaço vazio.
    – Um romance de astronautas…
    – O astrofísico, estilo hacker outsider, que tem a solução mágica que NINGUÉM da NASA considerou antes.
    – Dois atores do filme Interestellar. Toda vez que a personagem de Jessica Chastain aparecia na tela eu divagava se ela ainda estava procurando o pai pelo espaço.
    – O delay das comunicações: da forma como o filme foi editado, parece que toda comunicação é em tempo real.
    – A cobertura da imprensa no filme é surreal. A NASA transmitindo ao vivo pela TV o chat dos personagens é uma coisa que a gente não vai ver tão cedo.

    CONCLUSÃO
    – Nota 3 (de 5)

  • Star Wars como filme mudo

    Confira aí a versão muda de O Império Contra-Ataca.

  • O canal da Editora Aleph no Youtube

    Traz dois vídeos sobre ficção científica. O primeiro explica por onde você deve começar a ler scifi (preste atenção na dica número 4) e o segundo fala da saga Fundação do Isaac Asimov. Vale para os iniciantes no ramo.

    Por onde começar a ler ficção científica | ABDUÇÃO #02:

    A maior saga das galáxias: FUNDAÇÃO | ABDUÇÃO #03:

  • Ficção Científica como gênero literário

    A palestra do Neal Stephenson, que começa a partir dos 14min, arrebenta.

  • Catálogo de ficção científica da Aleph em ebook

    alpeph

    Finalmente a Editora Aleph lançou suas principais obras no formato ebook. Os títulos podem ser encontrados na Amazon, Google Play e Livraria Cultura.

    Segue a lista dos em ordem alfabética:

    – A Jornada do Escritor, Christopher Vogler
    – A Máquina Diferencial, William Gibson
    – A Mão Esquerda da Escuridão, Ursula Le Guin
    – Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?, Philip K. Dick
    – As Cavernas de Aço, Isaac Asimov
    – As Fontes do Paraíso, Arthur C. Clarke
    – Count Zero, William Gibson
    – Como Criar uma Mente, Ray Kurzweil
    – Cultura da Conexão, Henry Jenkins
    – Duna, Frank Herbert
    – Encontro Com Rama, Arthur C. Clarke
    – Eu, Robô, Isaac Asimov
    – Filhos de Duna, Frank Herbert
    – Fluam, Minhas Lágrimas, Disse o Policial, Philip K. Dick
    – Fundação, Isaac Asimov
    – Fundação e Império, Isaac Asimov
    – Fundação e Terra, Isaac Asimov
    – História Zero, William Gibson
    – Homens Difíceis, Brett Martin
    – Jurassic Park, Michael Crichton
    – Laranja Mecânica, Anthony Burguess
    – Limites da Fundação, Isaac Asimov
    – Messias de Duna, Frank Herbert
    – Monalisa Overdrive, William Gibson
    – Neuromancer, William Gibson
    – O Fim da Eternidade, Isaac Asimov
    – O Fim da Infância, Arthur C. Clarke
    – O Homem do Castelo Alto, Philip K. Dick
    – O Livro dos Mortos do Rock, David Comfort
    – Origens da Fundação, Isaac Asimov
    – O Planeta dos Macacos, Pierre Boulle
    – Os Próprios Deuses, Isaac Asimov
    – O Sol Desvelado, Isaac Asimov
    – Os Três Estigmas de Palmer Eldritch, Philip K. Dick
    – Prelúdio à Fundação, Isaac Asimov
    – Realidade Adaptadas, Philip K. Dick
    – Reconhecimento de Padrões, William Gibson
    – Segunda Fundação, Isaac Asimov
    – Sombra do Paraíso, David S. Goyer
    – Território Fantasma, William Gibson
    – Ubik, Philip K. Dick
    – Um Cântico para Leibowitz, Walter M. Miller Junior
    – 2001: Uma Odisseia no Espaço, Arthur C. Clarke
    – Valis, Philip K. Dick

    Se alguém quiser me dar todos do Philip K. Dick eu aceito.

  • Common People

    William Shatner ‘cantando’ Common People do Pulp já é bizarro. Aí um fã fez um clipe à altura. O resultado é sensacional:

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  • A última pergunta – Isaac Asimov

    28 minutos de um conto do Asimov:

    Valeu Gel!

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  • Scifi em 2015

    Tirando Star Wars, Marvel e DC, eis o que vem por aí de filme scifi:

    Mad Max:

    Max Max – Trailer final:

    Area 51:

    Infini:

    Aurora:

    The Shaman:

    The Last of Us, Maggie com Schwarzenegger:

    Ex Machina:

    Tomorrowland Trailer #1:

    Tomorrowland Trailer #2:

    Jurassic World:

    Terminator Genisys:

    Attack on Titan: End of the World:

    Iron Sky The Coming Race, com Hitler montado num Dinossauro… mas esse é pra 2016:

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  • Os efeitos especiais de Prometheus

    O filme é questionável… mas os efeitos especiais são muito bons. Aí vai um breakdown de algumas cenas:

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  • Tears of Steel

    Filme curtinho feito todo com software livre. Download em alta aqui.

    Valeu Braddock!

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